O Plano de Atenção Integral é conhecido pela sigla PAI. Este é um documento institucional de natureza jurídica e técnica, que tem como objetivo estabelecer os fluxos de atenção a pessoa idosa institucionalizada, favorecendo a atenção integral a estes residentes.

O documento é exigido pela Vigilância Sanitária através dos artigos 36 a 38, contidos na RDC 502/2021 (item 5.2.1 a 5.2.3 da RDC 283/2005 revogada em maio de 2021) e deve ser revisto em conjunto com o gestor local de saúde a cada dois anos.

Leia o artigo até o final e veja como funciona o PAI e quais são os seus benefícios para as instituições de idosos.

Como funciona o Plano de Atenção Integral

O PAI possibilita que a instituição avalie todo o ambiente externo e interno, através de elementos que permitem classificar tanto sua capacidade operacional, quanto a promoção de atividades intersetoriais que beneficiam a pessoa idosa (Assistência Social, Direitos Humanos, Educação, Transporte, dentre outros).

Mas, de forma prática, quais as características do Plano de Atenção Integral? De acordo com o artigo 37 da RDC 502/2021 destacamos:

I – Ser compatível com os princípios da universalização, equidade e integralidade;

  • Isso significa que a ILPI deve elaborar protocolos bem definidos para o acesso a instituição, tendo como premissas de que a saúde é um direito de todos, independentemente de sexo, raça, religião ou outros aspectos sociais e culturais.
  • Tratar o indivíduo de forma única, entendendo que cada um possui a sua particularidade e necessidade individual.
  • E por último, a integralidade, que é a capacidade da instituição em analisar que o indivíduo não deve ser avaliado apenas ao nível de atenção primária. Por isso é fundamental a integração de ações entre toda a equipe multidisciplinar para a promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e reabilitação.

II – Indicar os recursos de saúde disponíveis para cada residente, em todos os níveis de atenção, sejam eles públicos ou privados, bem como referências, caso se faça necessário;

  • É imprescindível que a instituição conheça quais recursos de saúde podem ser utilizados por cada residente. Por exemplo, se for necessária uma campanha de vacinação para os idosos institucionalizados, deve-se ter em mente que em algum momento vão poder ser utilizados os recursos de uma unidade básica de saúde ou um centro de atenção ao idoso.

III – Prever a atenção integral à saúde do idoso, abordando os aspectos de promoção, proteção e prevenção;

  • É preciso olhar o indivíduo como um todo, considerando sua integração com a família, comunidade e todos aqueles que o cercam, substituindo a atenção prescritiva e centrada tão somente na doença. Deve-se levar em conta os riscos de fragilidade existentes na pessoa idosa, seu grau de dependência e buscar, quando possível, provê-lo de autonomia e capacidade de decisão.

IV – Conter informações acerca das patologias incidentes e prevalentes nos residentes.

  • A instituição precisa conhecer o perfil epidemiológico, indicadores de riscos, prevalência de doenças, dentre outros para prover o auxílio das necessidades dos residentes.

Já no artigo 38, a resolução define que:

Art. 38. A instituição deve avaliar anualmente a implantação e efetividade das ações previstas no plano, considerando, no mínimo, os critérios de acesso, resolubilidade e humanização.

ILPI: vantagens de aderir ao PAI

A adesão ao protocolo de atenção integral traz diversos benefícios às Instituições de Longa Permanência de Idosos.

Entre elas, uma maior facilidade em pleitear parcerias com o Município em que a ILPI está localizada. Com o documento em mãos, é possível receber repasses do setor público, combater eventuais omissões de atendimento em UBSs e nos hospitais da Rede SUS e evitar, ainda, as notificações e autuações junto à Anvisa.

O IW Senior Care facilita o trabalho com o PAI

Conte com o apoio de um sistema de gestão que permite reunir as informações imprescindíveis e garante excelência no planejamento.

Com o software é possível:

  • Ter acesso às informações pessoais do idoso;
  • Registrar e acompanhar hospitalizações e intercorrências;
  • Utilizar Protocolos de Avaliação do Idoso bem definidos;
  • Ter indicadores assistenciais como perfil epidemiológico por sexo e faixa etária, prevalência de CID´s.

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